Quarta-feira, Outubro 19, 2011

javali



Foi um momento sublime. O tempo esfriava, ficava lento. Na rua, os feirantes corriam para desmontar suas barracas, enquanto os garis a limpavam. Ali dentro, no restaurante, o cheiro daquele animal sagrado elevava os sentidos ao êxtase. Ah, sublime sabor, mistura perfeita. Porco, feijão, cevada. Se um dia seres viajantes do espaço nos encontrarem, este deveria ser nosso presente.

São estes momentos que nos fazem pensar em como as coisas realmente boas da vida não mudaram em tantos milhares de anos. Desde que o homem aprendeu a fazer a sagrada cerveja, a matar javalis, a colocar um pedaço de carne em um espeto em cima de uma fogueira, estamos a repetir este mesmo ritual.

O que fazemos, ao final, é estender nossas vidas a fim de aproveitá-las o máximo possível. Cuidamos de nossa saúde para garantir que podemos ter nossos prazeres continuamente. Se um homem não aproveitar estas poucas coisas da vida, o que mais lhe resta?

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