Foi um momento
sublime. O tempo esfriava, ficava lento. Na rua, os feirantes corriam
para desmontar suas barracas, enquanto os garis a limpavam. Ali
dentro, no restaurante, o cheiro daquele animal sagrado elevava os
sentidos ao êxtase. Ah, sublime sabor, mistura perfeita. Porco,
feijão, cevada. Se um dia seres viajantes do espaço nos
encontrarem, este deveria ser nosso presente.
São estes momentos
que nos fazem pensar em como as coisas realmente boas da vida não
mudaram em tantos milhares de anos. Desde que o homem aprendeu a
fazer a sagrada cerveja, a matar javalis, a colocar um pedaço de
carne em um espeto em cima de uma fogueira, estamos a repetir este
mesmo ritual.
O que fazemos, ao
final, é estender nossas vidas a fim de aproveitá-las o máximo
possível. Cuidamos de nossa saúde para garantir que podemos ter
nossos prazeres continuamente. Se um homem não aproveitar estas
poucas coisas da vida, o que mais lhe resta?
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